Nós que estudamos o Espiritismo e as comunicações dos espíritos temos consciência da grande inconveniência do suicídio. Não faltam testemunhos dos habitantes de além tumulo nos mostrando as terríveis consequência do ato tresloucado da autodestruição. Destruir prematuramente o corpo que o Pai Celestial, por amor e misericórdia de nossas faltas nos concedeu para resgate dos débitos pretéritos é uma imensa ingratidão; é também egoísmo dos mais extremados, dado que o suicida não pensa no próximo, nos seus familiares que o amam e muitas vezes dependem dele para viver e orientar-se nos caminhos da existência. Dentre os exemplos mais frisantes de sofrimentos decorrentes do suicídio selecionamos o de François Simon Louvet . Esse caso está relatado no livro O Céu e o Inferno de Allan Kardec na segunda parte - Exemplos, no capítulo dedicado aos espíritos de suicidas. Remeto os leitores para lá. Ocorre que há pessoas que vão se deixando levar pelo materialismo, pelo egoísmo e pelo esquecimento da...
Viagem Espírita em 1861, em um Discurso de Allan Kardec durante o banquete que lhe foi oferecido em Lyon, ele afirma o seguinte a respeito do Espiritismo: é uma Doutrina puramente moral, que absolutamente não se ocupa dos dogmas e deixa a cada um inteira liberdade de suas crenças, pois não impõe nenhuma. E a prova disto é que tem aderentes em todas, entre os mais fervorosos católicos, como entre os protestantes, os judeus e os muçulmanos. O Espiritismo repousa sobre a possibilidade de comunicação com o mundo invisível, isto é, com as almas. Ora, como os judeus, os protestantes e os muçulmanos têm almas como nós, o que significa que podem comunicar-se tanto com eles quanto conosco, e que, conseguintemente, eles podem ser espíritas como nós. Não é uma seita política, como não se trata de uma seita religiosa; é a constatação de um fato que não pertence mais a um partido do que a eletricidade e as estradas de ferro; é, insisto, uma doutrina moral, e a moral está em todas as religiões...
Divaldo Franco há cerca de 40 anos, foi à Paris pela primeira vez, hospedando-se na residência de familiares de um casal amigo residente no Rio de Janeiro. Assim ele relata o episódio: " A primeira noite naquela capital foi-me tormentosa, não conseguia conciliar o sono. Pela manhã, sentindo-me estranho, pedi permissão ao casal anfitrião para sair para caminhar um pouco, sentia uma aflição interna, um desassossego, comecei a andar, desci uma escadaria qualquer, peguei um metrô qualquer, e quando eu estava no metrô pensei; meu Deus, o que está acontecendo comigo?, um impulso estranho toma conta de mim . O metrô me levou a uma estação terminal, parou e eu saltei como todo mundo. Subi a superfície e vi vários ônibus, alguns dos quais escrito "versaion", entrei no ônibus e depois de algum tempo o ônibus passou perto de um bosque, pedi ao motorista para descer do veículo, pois uma força imperiosa levou-me ...